sábado, 20 de dezembro de 2014

E lembrei....

Lembrei do Zé. De como eu gostava de dormir agarrada nele. Deu saudade. Lembrei e senti vontade. Enfim...

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Mais um desabafo


E está chegando o Natal, Ano Novo, passou meu aniversário, o que seria o nosso quarto aniversário.... E ainda lembro. Tem dias em que é mais fácil. Mas ainda tenho dias difíceis. Só trabalhar e dormir não alivia. De repente, é uma música que lembra. Tem músicas que sempre serão nossas. Cada vez que no carro toca Lynyrd Skynyrd, lembro do nosso despertador. Nos dois celulares. Lembro das nossas férias juntos. Lembro de programar tudo em função do Dani. Eu gostava. De verdade. Sentia como se fosse minha família. Enfim. Errei, né? Não era minha.

Ainda sinto vontade de te contar coisas. To dirigindo bem. Até lavando o carro eu tô. rs E to cheia de novidades. Vivendo através de meus amigos. A Nine tá grávida. 2015 é o ano dela e do Maico, O bebê nasce, eles estão comprando um apto e vão casar. Esse foi o ano da Carol e do Celso. Casaram, e, adivinha onde foram passar a lua de mel? Na Itália. É... Não foi na Toscana, mas foi pra terrinha.

Mas não sinto inveja deles. Sinto uma tristeza quando penso que era pra gente estar tendo a Cecília, quando era pra gente estar indo pra Toscana, realizando nossos (ou quem sabe meus) sonhos. Mas fico muito feliz por eles. E penso em mim. Assim como tô fazendo meu caminho sozinha, comprei meu carro, consegui mais um emprego, to batalhando, quando consigo ainda faço alguns freelas de pp, eu vou começar a traçar metas. Esse ano foi baixar o colesterol e o peso. No próximo ano tinha pensado em aprender a tocar algum instrumento. Quem sabe pro próximo eu não planeje minha ida pra Itália? Sozinha? Pq não? Tenho que seguir a minha vida, né. Não dá pra continuar parada muito tempo mais.

Enfim, Espero que tu estejas bem. Feliz. Conseguindo fazer tudo o que tu quer.

Eu sigo.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Gritando um pouquinho

Eu tava precisando. Pensei em te mandar e-mail. Pensei em escrever no face. Pensei em te mandar Whatsapp. E pensei mais um pouco e achei que o melhor a fazer é escrever aqui. Mesmo que tu não leia. Mesmo que tu nunca saiba. Mas, eu precisava te dizer.
Precisava te dizer: viu, eu fui sozinha até o aeroporto em POA, peguei o avião até Congonhas, peguei um taxi e encontrei o apto da Angie sozinha. Passei por SP sozinha. Não me perdi. Não fiz merda nenhuma. Deu tudo certo e me diverti. Ah! Montei um armário sozinha também. Levei duas horas, mas montei. Peguei taxi, avião tudo de novo, sozinha. E sobrevivi.
Me senti insegura. Fiquei com medo de me perder. Fiquei com medo de não conseguir montar o móvel. Mas, meti a cara e fui. Tô me sentindo corajosa. E fiquei orgulhosa de mim.
Várias coisas que (hj acho que tu usava a teu favor) tu dizia que não gostava, que queria que eu vencesse, venci. Ando sozinha por tudo. Faço minhas escolhas. Dirijo. Canto. Ando. Por mim. Sem precisar que ninguém mande que eu faça.
Então, te agradeço por ter me ajudado a crescer. Vejo dessa forma, tudo o que aconteceu.
Sábado vais tocar aqui em SL. Do lado. Pensei em aparecer. Mas pensei em tudo o que podia acontecer. E desisti. Tô de férias, mas fico em casa sem fazer nada então. Melhor evitar.
Como me disseram, se eu ainda me preocupo com o que tu pensa, é pq ainda sinto alguma coisa. Então, melhor manter a distância.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Mais uma carta de despedida. Ou desabafo.

Ando lembrando de muitas coisas. Coisas que não deveria lembrar. Tanto boas, ótimas, quanto ruins. Lembra aquele camping que ficamos em Garopaba? Pois é. Meus pais foram viajar pra lá. Ficaram num hotel, mas passearam por onde nós passeamos.
Lembra aquelas prainhas à esquerda do camping? Onde encontramos os siris? Um monte deles?
E lembro que tu chegou a ficar com as coxas assadas de caminhar de bermuda. rs
Eles foram lá. Caminharam, comeram pastel de siri. Se divertiram. Assim como nós nos divertimos.
Essa é uma das lembranças boas que tive. E tento deixar elas apenas como lembranças. Sem alimentá-las.
Tenho conversado e ido na casa do teu irmão. Ele e tua cunhada são meus amigos. Tenho eles como meus amigos. Como sempre tive. E gosto da cia deles. Até aqui em casa já vieram! E foi bem bom. Sei que as coisas não estão muito boas entre vocês. Fico triste com isso, mas, é entre vocês. Eu tinha um irmão. Tínhamos nossos desentendimentos, mas, nunca deixamos de nos falar. Nos amávamos. Sinto falta.
Sabe, ontem vi um filme com meus pais, Flight. Lembrei muito de ti. O cara era um baita piloto, porém, alcoólatra. Tipo tu, um baita guitarrista, músico, um cara lindo, gostoso e legal. Quando não bebe. Ele só percebeu e aceitou que era uma doença quando foi pra cadeia por trabalhar bêbado como piloto de um avião que caiu. Apesar de ter sido extraordinário conseguindo aterrizar o avião, 6 pessoas morreram e, não importa o que digam, ele tava bêbado.
Lembrei mais ainda quando ele, pra curar a ressaca, sair do porre, cheirou. Cara, tu não faz idéia do quanto isso dói. Ele encontra uma menina, usuária de heroína, que está parando, vai no AA, e oferece uma baita vida pra ele. Mas, ele joga tudo fora, prefere continuar bebendo.
Isso é o tipo de coisa que me deixa triste, sim. Mas me faz aceitar que nunca daria certo. Que tu nunca sairia dessa vida. E que eu nunca conseguiria ser feliz contigo.
Dói. Dá saudade. Ainda lembro do cheiro, do gosto, do colo quente. Ainda não consigo deixar ninguém se aproximar. Mas não é guardando lugar pra ti, não. Sinto cada vez mais que vou ficar sozinha. Por medo, mesmo. Se duas vezes não deu certo, por que tentar mais? Fico sozinha, sem criar expectativas. (tu sempre me xingou por eu ser conformista assim)
Espero que tu esteja feliz. Que esteja tendo a vida que tu quis. Que esteja te divertindo. Fazendo tudo o que tu quer, sem ninguém te incomodar. Que esteja tocando bastante. E que isso te traga coisas boas. Que esteja te divertindo o suficiente. E que esteja satisfeito com as escolhas que fizestes.
É mais uma carta de despedida. Que tu nunca vai ler. Pra que mandar mensagem? Pra que avisar? Pra que mexer na ferida? A única a se machucar, serei eu. Então, grito aqui, em gotas, o som não se propaga na água, certo?

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Oi



Bah! Tenho tanta coisa pra te contar. Tanta coisa que eu queria te contar. Ao mesmo tempo, não sei se eu queria mesmo. Sei que não devia. E que tu não ia querer ouvir.


Ainda lembro de ti em coisas bobas, como quando eu percebo que estou com o pé da embreagem escorado na “parede” do pneu, ou quando eu queria te falar que comprei meu Xbox, que emagreci, que estou fazendo Pilates, que estou dirigindo por tudo, e bem, e que to proibida de comer minhas lasanhas de pão, frangos cremosos e chocolates. Ah! O café sem açúcar eu posso continuar. E, nem sabe o que aprendi... A colocar a capinha no pedal do acelerador! Achei um vídeo na internet de como fazer. Viu como tu me ensinou coisas? Ou como aprendi?


Tanta coisa mudou na minha vida. E tanta coisa ainda está mudando. Estou mudando. Novas metas. Tô trabalhando assim agora. Até o final do ano, meus exames estarão perfeitos. Estarei com os 56 kilos. Agora to loira, até lá não sei como estarei. E ano que vem eu vou aprender a tocar um instrumento. Nem que seja violão.


Tô orgulhosa de mim, sabia? Sei que, se nada daquilo tivesse acontecido, tu também estaria. Agora acho que não se importa nem um pouco. Mas espero que tua vida esteja boa. A minha tá. E to fazendo ficar melhor.


De bem comigo mesmo. A solidão aparece as vezes. Mas consigo ser mais forte e despistar ela. A saudade virou uma saudade bonita. Como quando a gente lembra de um sonho e ri. Mais ou menos isso, como se tivesse sido um sonho.





E agora, penso na minha vida. Sigo e faço ela, do jeito que eu quiser. Finalmente estou tomando as minhas decisões. Por mim. Acho que isso te deixaria orgulhoso também.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Por mais que se mude, sempre há algo que lembre.

  E, por mais que se lembre, deixa-se de sentir. Só lembranças. E elas sempre vão existir. Nós que precisamos saber colocá-las no lugar de apenas lembranças. 

A época, de novo, lembrou. Mas dessa vez foi diferente. 
    Aniversário do pequeno. Lembrei de como foram os últimos anos. E... só! Só lembrei, a saudade foi do pequeno. Não resisti tanto assim e mandei uma mensagem pra mãe dele, dando os parabéns e também feliz dia das mães. Mas, pra ele, nada. 


Outras coisas que lembro. Aprendi a simplesmente lembrar. Os sentimentos deixaram de existir. Ainda sinto saudades da vida que eu achava que tinha e que teria, dos planos. No carro, lembrei da volta que dei no Temluzinha dentro do camping em Garopaba. E pensei que agora estou dirigindo bem. Peguei algumas manias, dirijo com o pé da embreagem escorado no lado, piso a embreagem e encosto o  pé no ladinho, na "parede do pneu", que nem ele fazia (ou faz). Mas só lembrei. Lembro, rio e continuo. Várias lembranças como essa tem aparecido. Mas agora estou muito bem, obrigado, vivendo do meu jeito, meu Carpe Diem, vivendo o momento, sem planos. 

     É mais fácil assim. Comodismo? Pode ser. Mas assim não quebro a cara. Assim tenho pleno controle da minha vida. Assim sei que posso comprar um vídeogame parcelado em 10x. Trabalho para ter dinheiro e pagar a prestação. Melhor do que ficar se privando de coisas, guardando dinheiro, pra, no futuro, quando atingir a quantia, comprá-lo. 

   E comprei. Comprei meu carro. Comprei meu Xbox. Comprei uma blusa de oncinha. Comprei uma bolsa. Comprei um sapato. Falta comprar um tênis e jogos. Trabalho e pago minhas contas. Ainda faço Pilates, leio e estou bordando uma almofadinha da Magali pra Lara. 

   E a questão está em se manter em movimento. Não parar. Não se acomodar. Ao invés de planejar, viver. Assim vai se construindo sua vida. Escolha alguns bons amigos para participar de suas aventuras, mesmo que seja tomar um chima na praça, ou no carro, ou em Nova Petrópolis. O importante é fazer algo que se goste com pessoas das quais se goste e gostem de você. E assim você vai gostando cada vez mais de você mesmo. Satisfação. 
   E, olha, que tenho andado bem satisfeita. 

domingo, 2 de março de 2014

E um ano depois


Muita coisa mudou. Minha vida mudou. Há um ano atrás todos os sonhos e a idéia de futuro que eu tinha foram atirados junto com minhas coisas pela porta, com direito a um pé no peito.
De lá pra cá, já mudou muito. Muita coisa aconteceu. Comprei um carro. Consegui mais um emprego. E agora, trabalho 18h, durmo, trabalho mais um pouco, durmo mais um pouco. Não tenho feito muita coisa diferente. Tentei um relacionamento, mas, não estou conseguido. Mas, e aí? O que houve? Por que?
Não sei. Sei que essa época tá bem difícil. Lembranças vem o tempo inteiro. Ano passado meu carnaval foi bem diferente. Fiquei em casa, esperando, enquanto ele tava em Curitiba se divertindo. "Trabalho". O meu foi esperar de lingerie e apartamento limpo.
Mas, eu não reclamava. Eu nunca reclamei.
Talvez esse tenha sido um dos meus erros.
Só, não posso continuar errando. Vontade de ligar, de mandar msg, de escrever.
Mas, não. De novo ele tá em Curitiba. Que se divirta. Que faça tudo o que quiser. Não tem ninguém esperando em casa. E não tem porque eu atrapalhar.
Eu tenho é que encontrar o quanto antes uma maneira de me divertir.
Seguir a minha vida.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

E eu consegui! Parabéns pra mim!!!

Eu consegui! Rá!
Fui até Rio Grande dirigindo e voltei, sem maiores problemas. Bem tranquilinho!
Tô até me sentindo mais forte! rs


Talvez o segredo esteja em dirigir na cia de alguém que não sabe dirigir. Daí tu te sente mais segura.
Mas, foi. Consegui, me enfiei no meio de caminhões, testei os freios, a velocidade, e tudo bem.
O carrinho foi guerreiro. Valente, foi até na beira da praia.
Agora tá merecendo um banho daqueles, por dentro e fora. E vai ganhar. Ele merece.
Nós merecemos.




E no mais, a viagem foi bem tranquila! Divertida. Revi amigos, matei as saudades, até banho de mar tomei! rs  (Só, não adianta. O tal do slackline não é pra mim!)
E, vamos lá! Que venham novos desafios! =P

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Enfrentando medos. Vencendo.

E nessa minha nova vida, estou aprendendo a enfrentas alguns medos também. Muitos, na verdade. E tenho sido feliz.
Comprei o carro porque auxiliaria na locomoção, não acordaria tão cedo, não perderia tempo com ônibus e esperas, e conseguiria ir de um emprego para outro mais rapidamente. Eis que o brinquedo não serve só para trabalho. Diversão também. E começo a me aventurar.
Com a ajuda do meu copiloto, primeiro voltei de São Leopoldo, a noite. Minha primeira aventura na BR.
Depois fomos mais longe, peguei a RS e fomos até Três Coroas.

Tudo certo. Até no rali feito nos morros, no chão batido, que transformou meu carro de verde em marrom... Mas, tudo certo. Até tive um momento bonito, em que entendi o que ele me dizia e descobri que o radiador precisava de água. E achei onde era o radiador! Coisa mais bonita ligar ele e a "luzinha" do motor não acender. Nossa relação ficou mais próxima. rs

Agora, é hora de novos desafios. Férias de um emprego e folga de outro, preciso aproveitar. Vamos pagar nossas dívidas, visita atrasada. E dessa vez o trajeto é bem maior. Vamos nos aventurar até Rio Grande.

Que dê tudo certo! Na volta eu conto como foi. rs

domingo, 12 de janeiro de 2014

Não adianta

Aconteceu. Foi bom enquanto durou. Momentos muito bons. Acontece que tu já está acostumada, já está caminhando novamente, conseguiu esquecer, tanto das coisas boas, quanto das ruins. Aí que está o perigo. Com o tempo tu vai ficando anestesiada. Tão anestesiada que não sente mais: nem as ruins. 
Essa época de final de ano, Natal, férias, praia, lembranças. Nem tanto do grande, mais é do pequeno. E a lembrança vai virando uma falta. Sei que ela não deve ser alimentada. Mas é impossível não lembrar de como foi gostoso, das brincadeiras, dos risos, da diversão, dos filmes na cama, das pipocas, da bola na Redenção, de andar de bicicleta, da Tia do Porquinho, lá do início. A sensação de que vivi uma peça por pouco mais de dois anos. Onde eu tinha uma família, uma casa, um filho que não eram meus, mas era como se fossem. Eu acreditei de verdade que eram. E mais, eu vivi uma realidade que eu sonhava. Vivia o futuro, como se já existisse, com Cecília, Mais Um e os cachórros. Até o pinguim, que também deixei pra trás.
Agora é deixar que as lembranças sejam apenas lembranças e fiquem lá. Guardadas. Aconteceu tudo o que aconteceu. O que foi bom, aconteceu. Mas o que foi ruim, também. Não devo me esquecer disso. Não posso me esquecer de como fui tratada, de tudo o que aconteceu. Tenho que manter tudo vivo na minha mente, de forma que não me atrapalhe, que me deixe continuar, e que eu não esqueça, pra que não aconteça de novo. Já faz quase um ano. Está mais do que na hora de eu seguir adiante.
Segui, e consegui, em algumas coisas. Aconteceram coisas que me fizeram trocar o apartamento por um carro. Eu ficar mais tempo em casa, acompanhando minha mãe, a questão da falta de dinheiro e da facilidade que um carro traria para conseguir outro emprego e guardar dinheiro para, dai sim, comprar o apartamento. Então comprei o carro. E consegui outro emprego. Agora continuo trabalhando todas as manhãs no meu antigo emprego e noites alternadas no hospital. 
O que posso dizer... Tá cansativo. Mas, tem seu lado bom. Estou conseguindo pagar minhas contas, estou mais independente e vencendo alguns medos, tenho dirigido bastante, no mínimo, o trajeto Campo Bom - Novo Hamburgo todos os dias. E dessa forma, quando não estou trabalhando, estou durmindo. Assim não tenho tempo pra pensar nem pra gastar dinheiro com coisas inúteis. Trabalho e durmo num dia. Trabalho, emendo os dois trabalhos e durmo no outro. 
Assim tem sido minha vida. Tá na hora de esquecer? Sinceramente, acho que eu nunca vou esquecer. Não era dessa vida, lembra? 
Mas então, o que fazer? Lembrar. E nunca relembrar. Aconteceu, lembrar do que foi bom como algo que passou. Passado. E que lá deve ficar. 

Seguir em frente? Acho que vou continuar assim. Estou seguindo em frente, sozinha, mas me fortalecendo e ficando cada vez mais independente. Assim que vou ficar. Sozinha, mas feliz.