quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Gritando um pouquinho

Eu tava precisando. Pensei em te mandar e-mail. Pensei em escrever no face. Pensei em te mandar Whatsapp. E pensei mais um pouco e achei que o melhor a fazer é escrever aqui. Mesmo que tu não leia. Mesmo que tu nunca saiba. Mas, eu precisava te dizer.
Precisava te dizer: viu, eu fui sozinha até o aeroporto em POA, peguei o avião até Congonhas, peguei um taxi e encontrei o apto da Angie sozinha. Passei por SP sozinha. Não me perdi. Não fiz merda nenhuma. Deu tudo certo e me diverti. Ah! Montei um armário sozinha também. Levei duas horas, mas montei. Peguei taxi, avião tudo de novo, sozinha. E sobrevivi.
Me senti insegura. Fiquei com medo de me perder. Fiquei com medo de não conseguir montar o móvel. Mas, meti a cara e fui. Tô me sentindo corajosa. E fiquei orgulhosa de mim.
Várias coisas que (hj acho que tu usava a teu favor) tu dizia que não gostava, que queria que eu vencesse, venci. Ando sozinha por tudo. Faço minhas escolhas. Dirijo. Canto. Ando. Por mim. Sem precisar que ninguém mande que eu faça.
Então, te agradeço por ter me ajudado a crescer. Vejo dessa forma, tudo o que aconteceu.
Sábado vais tocar aqui em SL. Do lado. Pensei em aparecer. Mas pensei em tudo o que podia acontecer. E desisti. Tô de férias, mas fico em casa sem fazer nada então. Melhor evitar.
Como me disseram, se eu ainda me preocupo com o que tu pensa, é pq ainda sinto alguma coisa. Então, melhor manter a distância.