terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Novo Ano Novo

   Final de ano acaba sempre acontecendo a mesma coisa. É quase que uma obrigação que as pessoas façam uma revisão em suas vidas, no que fizeram no ano que passou, o que deu certo, o que não deu, e o que prometem mudar no próximo ano. E isso é inconsciente. Pra mim está sendo diferente. Nesse ano que passou aconteceram muitas coisas na minha vida. Uma verdadeira reviravolta. Em 2012 “casei”. Pensei que seria pra sempre, que estava fazendo o certo, que era minha “missão”. Na verdade, não era. Ninguém salva ninguém. Ao menos não aqueles que não querem ser salvos. Enfim. Deu certo por 8 meses. Exatos. E voltei se uma forma bem complicada pra casa dos meus pais. Não pra vida que eu tinha antes. Chega um ponto em que fica impossível tu voltar. Certas coisas nunca mais serão as mesmas. Impossível.
   Então, cheguei num ponto em que precisei crescer. Andar com as minhas pernas, pela minha vontade, sem depender ou me apoiar em ninguém. E assim, desde o meio de 2013, tenho feito o meu ano novo, ou novo ano. Muitas coisas mudaram desde então. Em Agosto me formei, conclui um ciclo, acabei a faculdade. No início pensava em continuar. Mas, financeiramente é impossível no momento. Agora, procuro algo na minha área, que eu consiga conciliar com meu outro emprego. Continuo fazendo serviços de criação, como freelancer. Enquanto isso, continuo no CMI, não vou largar o concurso. Só se trocar por outro.  Segurança, né. E no mês passado eu comecei outro trabalho, no Hospital, à noite. Não é o que eu estudei, não exige grandes esforços, mas me ajuda a pagar minhas contas, me manter.  
   Assim, trabalho de segunda a sexta pela manhã no CMI, e noites alternadas no Hospital. Ainda consigo tempo pra fazer Pilates duas vezes por semana e drenagem uma vez. Ah! E estou tentando de todas as formas rever meus amigos. Prometi nunca mais me afastar deles. Depois de tudo o que aconteceu, pude ver quem são meus amigos de verdade, com quem eu posso contar. Agradeço infinitamente a eles!
   Assim como a minha família. Agradeço por terem me recebido novamente, por terem me aceito e me acolhido. Agradeço por aceitarem que eu tenha minha própria vida, por terem ficado em standby quando eu resolvi tentar mais uma vez. Foi bom, porque eu vi e entendi sozinha que nunca daria certo, que nada tinha mudado. E me receberam com todo o amor. Já passamos por momentos complicados depois disso, para todos, e continuamos unidos.
   E assim vou continuando, fazendo o meu caminho. Trabalho o máximo que puder. Cuido da minha saúde. Procuro ter meus momentos de relax. Ah! Nas minhas conquistas, como meus pais pediram que eu ficasse em casa até ter condições mesmo de sair, o apartamento que eu compraria virou um carro. Agora tenho o meu carro, minhas contas, minhas responsabilidades. E isso me dá mais força pra seguir em frente, pra aguentar todo esse trabalho, pra manter o ritmo.
   Agradeço a Deus, por ter me dado todas essas oportunidades. Prometo fazer de tudo para aproveitá-las ao máximo, sem desperdiçá-las. Que no próximo ano eu continue orando, vigiando e progredindo. Só alcançamos nossos sonhos se corrermos atrás.

Que cada um corra atrás do seu e faça por merecê-lo!

24/12/13

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Oi

Deu vontade de escrever. Mesmo que não envie. Desabafar.
Aquela coisa de "a vida continua", mas, ainda é complicado.
Realizei coisas, me fortaleci, achei que tava imune. E agora não entendo esse sentimento.
Pensei que, ficando sem notícias, nada me incomodaria. Seria mais fácil.
Até que vejo na tv, e no show que eu iria no meu aniversário. Resolvo ir atrás, ver como está.
E aí que surge o sentimento não entendido. Não é ciúmes. Não é vontade. Talvez arrependimento?
Me sinto uma idiota por ter acreditado. Tanto tempo. Mais, por ter comprado a idéia, por ter querido uma família. Por achar que tu querias também. Tudo aquilo que me vendia. Casa, pinguim na geladeira (que deixei o meu ai), cachórros, Dani, Ceci e mais um. Tudo. Eu quis. De verdade. E agora, uma das coisas que mais me faz mal, é pensar o quanto eu acreditei e quis, o quanto eu sonhei e tive tudo isso como certo, o quanto eu envolvi mais pessoas nessa ilusão, o quanto meus pais também sentem falta do Dani, da cia, da correria, casa cheia. E isso eles não vão mais ter. Dependia de mim, logo...
Sei lá. Vi que finalmente voltastes pra tal da vida loka. Espero que estejas feliz. Por mais que eu não entenda. E a única hipótese seja a de que tu nunca quis de verdade. Quis querer. Até tentou. Mas, não deu.
Só tenta, faz um mínimo de esforço, de exame na consciência, e admite que não fui eu que errei. Que sim, eu fiz de tudo nesses dois anos, vivi pra ti, abdiquei família e amigos por ti, tentei fazer dos teus amigos meus amigos, te acompanhei em quase todos os shows, e ficava quietinha, escondidinha, pra não chamar a atenção, pra não arrumar motivo pra briga.
Mas, agora vejo que era bem o contrário que tu queria. Não era que eu obedecesse. Mas que bebesse contigo, ou cheirasse, fizesse ceninha de ciúmes, brigasse, pra depois fazer "as pazes". Sinto muito, isso eu nunca te daria. A relação amor e ódio que tu me disse. Sim, eu quis a sorte de um amor tranquilo. Tu não. Por mais que dissesse que queria.
Só, não põe a culpa em mim, não. Por favor. Pensa. Lembra. Cada vez que bebeu e brigou. Os seis meses que (eu achei) que fomos felizes. Ou quando estávamos longe de tudo. Parecia perfeito. E parecia que tu sentia isso também. Mas, agora, vejo que não.
Poxa, ela tem foto só de calcinha público no facebook, e eu sou a puta? Eu só tinha fotos nossas e do Dani. Mas, enfim. Não quero entrar nisso. Não é ciúmes, é que, revolta, sabe? Espero sinceramente que agora esteja feliz. Agora teus amigos frequentam a tua casa. Agora tu deixa e convida eles. Espero que agora tu esteja feliz. Que tu tenha finalmente encontrado o que tu tanto procura. E, que tu não te importe, que consiga lidar com aqueles te vigiando na cama. Já que eu não to aí pra te segurar e acordar.
Que tu esteja feliz. Que tu tenha encontrado a tua vida.
Também não precisa responder. Não faço a menor idéia do que tu lembrou na Unisinos. Mas tenho certeza que não lembra mais. De nada.
E obrigado pelo parabéns. Apesar de tudo, gostei de me formar.
Bom final de ano.
Que estas tuas férias sejam melhores.




quarta-feira, 23 de outubro de 2013

30 coisas que homens confusos precisam saber sobre as mulheres

Recebi o texto do CasalSemVergonha.com.br, e concordo com algumas coisas. Se fosse fácil assim, um manual, seria a perfeição. Ou não, nada seria natural, tudo encenado, programado. Mas, pensa assim: são dicas de como funciona, use com moderação. ;)

Você já garfou mais mulheres que os personagens de José Mayer. Casou 6 x com a benção do Padre Marcelo. Namorou mães solteiras, modelos, viúvas, moças do interior, mochileiras psicodélicas, biólogas do Projeto TAMAR, graduadas em sacanagem, uma máxima hippie de Woodstock e vários outros mamíferos da espécie humana.
É a Gretchen da realidade masculina. O Fábio Jr que não é pai da Cléo Pires. Por isso julga ter o manual do proprietário. Mas vive em conflitos porque independente da complexidade psicanalítica das mulheres, toda vez que você abandona o universo da prática e tripudia dos supostos complicadores femininos, se perde como homem e não consegue se resolver dentro de si.
Senta aqui, rapaz. Preciso te contar algumas coisas sobre elas, e não é sobre o que elas fazem quando vão juntas ao banheiro, porque eu tenho total respeito por quem para dois minutos para ler um texto dessa escriba que vos alerta. Espero que você seja despido de ingenuidade e aceite bem estas palavras.
1 – Celibato. Não, elas não praticam.
2 – Não é difícil arranjar uma garota só para transar, mas para isso você tem que treinar o traquejo social e as habilidades pessoais.
3 – Se o destino tivesse lógica você estaria com a Angelina Jolie ou com a Nicole Bahls (não sei em que banda você toca), sendo assim não coloque em pauta o ex-namorado esquisito que ela tinha.
4 – Na balada: não chegue com a empolgação de uma aula de jump. A preferência é para os discretos.
5 – Use o humor como opção para cortar a formalidade. A piada é afrodisíaca.
6 – Todo mundo tem passado. Cada história é uma coisa nova. Confie no seu taco e pare de analisar a situação moral das garotas.
7 - O cara coerente, que faz o que fala, tem garantia adicional de fidelidade. Aquele que com o tempo se transforma numa cópia paraguaia do personagem que inventou tá fudido.
8 – Quando querem, mulheres mentem como respiram. Vai ser difícil captar comportamentos desonestos sem a ajuda de um detetive.
9 – Não deixe que seu envolvimento com a vaidade beire o insustentável. Mulheres caçoam cruelmente de homens que se olham demais no espelho (pelas costas e com as amigas).
10 – Aquela amiga dela, mãe de todas as piriguetes, não a influencia. Mulher escuta, mas só faz o que quer, inclusive merda.
11 – A marca pessoal do homem que mais sobressai: ATITUDE.
12 – A marca do homem que mais queima o filme: COVARDIA.
13 – O personal trainer nasceu para preencher nossas fantasias.
14 – As que frequentam cartomante e suas ramificações místicas adivinhativas do futuro são inseguras e iludidas. Soprou um vento na orelha, estão apaixonadas. Cuidado!
15 - A traição não acontece num momento de privação dos sentidos. Quando ela bota o chifre, sabe bem o que está fazendo.
16 – Trabalhar com homens deixa a mulher menos sensível. Desculpas que você vai usar certamente ela já ouviu.
17 – Elas dão preferência à sobriedade de uma camiseta branca. Repugnam as regatas coloridas da Abercrombie e as pólos com as golas levantadas. Vista-se como um macho. Obrigada.
18 – Admiram homens que esfregam vigor na cara. Aos lentos, as migalhas.
19 – Elas gerenciam seus fatores de risco como recaídas com ex-paixões. Não se iluda. Elas acordam sabendo que o namoro não vai voltar, mas fingem que pode ser.
20 – Se você está sendo ignorado, não ache que é charme. Você perdeu a importância. Mulheres que alimentam sentimentos não ignoram jamais.
21 – Homens “Anúncio publicitário de si mesmo”. Elas reconhecem o tipo com facilidade, mas permitem enganar-se. Afinal, se não fosse a propaganda, as garrafas de Dolly estariam encalhadas nas gôndolas dos supermercados.
22 – Assim como seu fígado, que se recupera do estrago para um novo porre, mulheres têm capacidade inexplicável de emendar namoros e se apaixonar loucamente em curto espaço de tempo. Não é provocação, elas conseguem começar tudo de novo como se o choque anterior não tivesse acontecido.
23 – A vida é feita de alguns choros e sofrimentos inadiáveis. Se você tem dúvidas no relacionamento, fale, por mais ridículas que elas possam lhe parecer. A bola de cristal não estava na placenta durante os nove meses de formação do feto feminino. Elas não costumam adivinhar o que te incomoda.
24 – Mulheres valorizam homens que exercem responsabilidades e não ostentam poder. Sua carteira não compra sentimentos.
25 – Mulheres são intuitivas, sensoriais. Se há algo errado, pescam no ar. Podem não ter a definição do que é, mas sabem quando as coisas não vão bem.
26 – “Adolescentismo” generalizado: mulher gosta de homem com atitudes adultas. Se você acha graça em infantilidades, junte dez amiguinhos e desça para brincar no saguão do condomínio. Homem que amadurece não carece de segunda mãe.
27 – Erotismo: Vínculos afetivos cultivam o tradicionalismo, o que não significa que sua parceira não vá dar vazão ao despudor, porém deixe que ela crie intimidade para sugerir experiências que as relações convencionais não contemplam.
28 – Relações virtuais de caráter amoroso: a tecnologia disparou em velocidade supersônica, mas você não pode mediar suas relações sentimentais por computadores e smartphones. Whatssapp funciona, assim como todas as mensagens instantâneas, mas não deixe de passar a mão no telefone para que ela ouça a sua voz. Isso valoriza a relação.
29 – Tirando o lado do universo folclórico… TPM: reação em cadeia de mecanismos hormonais ingratos. Toda mulher tem. E sim, fazem coisas que quando livres do encosto do estrogênio não praticariam.
30 – Preserve-se da loucura. Ciúme existe, mas é vaidade. Não permita que pensamentos obcecantes dominem seu relacionamento.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

3 de Setembro de 2013


1 mês daquilo
6 meses daquele outro
1 ano e 2 meses do outro
e a vida muda.


Bola pra frente viver a nossa vida da melhor forma que pudermos!


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Disritmia



E eu não curei o nêgoquenãoerameu e até tentei chegar de porre junto dele. Talvez, se ele fosse meunêgo quando estava de porre, fosse diferente. Enfim... Sambas (e a maioria das outras músicas) falam sobre amores impossíveis, histórias, ilusões, sonhos...

E desconfio que tudo isso é porque eu dormia de meias. E eu tava aprendendo a dormir sem. Sem meias e sem esquentar os pés gelados nos dele. Agora estou aprendendo a dormir sem ele.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Eu escolho caminhar

E já vai pra quatro meses. E o que sinto vem em ondas. Na primeira senti algo parecido com desprezo, nojo. Na que veio depois senti tristeza. Depois esperança, tentei de novo, acreditei de novo. Me decepcionei de novo. Dessa vez foi diferente. Mais calmo. Mais confiante. Parecia certeiro, definitivo. E terminei. Me livrei de todas as amarras. Decidi começar, finalmente, a pensar em mim. Por mim. Só. Descobri que estar sozinha não é o fim do mundo. Não é desesperador. Também não é apavorante. É algo diferente, uma nova experiência. Algumas pessoas viajam para algum lugar distante, outras fazem uma espécie de retiro espiritual, algumas um novo emprego, uma nova função, uma nova paixão. Cada um se encontra de alguma forma. Eu comecei a me encontrar quando achava que estava tudo perdido. Vamos do começo? Eu era bem nova e acreditei que tinha encontrado o amor da minha vida. Me entreguei totalmente. Quase quatro anos depois, a história não acabou muito bem, traições e falta de amor. Talvez fosse cedo pros dois e ambos se iludiram. Enfim. Passei 7 anos como que inconscientemente fugindo de compromissos. Um namorado era mais velho, tio de uma amiga, o outro era mais novo, bem mais novo, amigo do irmão. Nenhum daria em nada. Talvez por isso permiti que se aproximassem. Talvez esse seja o motivo de só me envolver com os piores.  Tudo isso disfarçado com aquela fantasia adolescente que o lado mau cria, que o ruim é interessante.
Até que, mais de 7 anos depois, um desses “caras maus”, que não daria em nada, me cativou de um jeito diferente. Um acúmulo de situações que me deixaram mais suscetível, a morte do meu irmão ainda recente, a gravidez de minha mãe e depois a perda dos bebês, perda de uma amiga. Tudo isso acontecendo e surge um cara que é pai, que me trata um pouco como pai, me corteja, me adora, cuida de mim, me leva pra passear e comer batatinha frita, depois fica comigo deitada no colo, me fazendo cafuné. Passa a tarde na cama comigo ouvindo um show que acontece lá fora. Me escuta, parece me entender e me apoiar. E, 1 ano 8 meses e 20 dias depois, depois de muita insistência, vou morar com ele. E daí pra frente, são 8 meses, exatos 8 meses onde achei que eu tivesse um lar. Achei que eu tivesse dando pra ele e pro filho dele um lar. Na verdade, agora percebo que não era o que ele queria e que me iludi. Ele não queria uma casa. O estilo de vida dele é outro. Ele pode ter "querido querer". Mas não adianta forçar algo quando não é o que o coração quer. E eu me iludi, com uma casa que não era minha, um filho que não era meu e, agora sei, um marido que também não era meu.
E não sei bem o que pensar disso. Ainda vem em ondas. Numa, em que eu penso ainda com nojo de tudo, com raiva, lembrando do jeito que ele me tratou, das traições, das limitações, do controle. Em outra, lembro com carinho e saudades, eu gostava de acordar e passar o dia pra ele. E então vem uma terceira, onde quase tenho pena e acho que ele tentou, mas meio que me escondia dos outros, ou queria que eu fosse uma dessas lindezas pra mostrar pros outros que tem do lado nos shows. Lembro dele me pedindo uma filha, a Cecília, deitado na cama, alisando minha barriga, criando fantasias. E agora isso me deixa triste. Fantasias ou lembranças de quando a ex-mulher estava esperando o filho? Ainda é um misto de sentimentos. Raiva, saudade, nojo, carinho, falta.
Não sei o que ele pensa, o que ele lembra, se pensa nem se lembra. Não sei se quero pensar nisso, se quero saber as respostas. Acho que não. Acho que ele tem agora tudo o que ele quer: liberdade. Pode ser o rockstar, droga, bebida, sexo à vontade. Sem ninguém pra controlar. E o estranho é que eu nunca controlei. Achei que estivesse fazendo certo deixando livre. Só exigi uma coisa: nada de drogas. Mas a bebida, não consegui.  Ou não conseguiu. Até acreditei que a gente tivesse sido feliz por um tempo. Eu achei que, apesar de tudo, eu era. E fazia ele feliz. Que outra namorada deixaria o gato ir fazer um show em outro estado, outra cidade, sozinho e ficaria em casa sozinha esperando ele com a casa limpa, de lingerie nova? Ou esperaria ele voltar de um ensaio: “Só vou ali e em uma hora tô de volta”, dai uma mensagem que ia passar num bar com um amigo que tinha se separado e mesmo assim, ficou ali, esperando e sem reclamar? Que conviveu com ex-mulher, ex-namorada, ex-ficante, ex-peguete? E nunca nem fez menção de destratar? Pra mim, se é ex, é ex. Não tem mais nada. Ou será que ele queria o contrário? Que fizesse fiasco e ceninhas?
E isso que eu tenho que acreditar agora. Nisso que eu tenho que pensar. É ex. Ex-namorado, porque marido nunca chegou a ser.  Tenho que me livrar de toda e qualquer lembrança. Isso tá me fazendo mal, me impedindo de continuar. Por que daria mais uma chance? Não tem porquê. Ninguém daria. A não ser que queira continuar sendo daquelas mulheres submissas, que não tem voz, que não tem vez. Que vivem a sombra de seus maridos, estes sim, que fazem tudo o que querem. Esses talvez sejam felizes. Mas me lembram dos tiranos, dos imperadores com suas mil mulheres.
Outra coisa. Ele não ia querer de novo. Como ele mesmo disse, não tinha nada, contato nenhum com nenhuma ex. Só com a mãe do filho dele, justamente pelo filho. Outra mentira. Agora eu sei que sim, ele tem contato com várias ex. Mas, que eu seja digna! Se pra mim ele falou que não tem contato com ex, e ele me tornou uma ex, então, não posso ter contato com ele. E, estranho, mas isso de ex só servia pra ele. Várias das brigas e o que me levou ao status de puta burra foram ex. Por que pra ele ex é ex e pra mim não era? Ainda naquilo de acreditar em mim, de amor próprio e tudo. Eu tenho que me valorizar, me respeitar.
Tá na hora de acordar, de crescer? Então, vamos lá. Toda essa história que tem passado na minha cabeça, de ficar sozinha pra sempre, de não ter filhos nunca, quem sabe? Que diferença isso faria? Agora, nenhuma. Agora eu tenho que pensar em mim. Nas minhas coisas. Em fazer a minha vida. Não posso ficar presa ao passado. Admito que antes, tinha um objetivo, tinha porquê fazer tudo o que eu fazia. Era bom. Mas, se não era bom pra todos... Talvez seja mesmo melhor assim. Depende do que farei daqui pra frente.
Sei que não posso me deixar abater. Sei que não posso me entregar. Sei que a carência ainda vai bater forte, e vou sentir vontade de fazer muita besteira. Mas sei também que eu tenho que me controlar. Que só eu posso controlar minha vida. E que sei o que eu devo fazer.
É só fazer, né? Não é tão fácil. Mas, é um começo. Saber por onde ir. Saber o que vai acontecer, o que pode acontecer. Então, só cabe a mim. E vou fazer de tudo pra seguir em frente. Pra fazer a minha vida. Pra acertar nas minhas escolhas. Preciso disso. E vou conseguir.

Ainda vou ser muito feliz. Sei que o que é meu tá guardado. Basta eu seguir o caminho e procurar no lugar certo. Escolhas. Eu escolho caminhar. 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Saudade é coisa bem estranha

E não quero tudo aquilo de novo. Não aguentaria, mesmo que fossem só as partes boas. É saudade de um certo tipo de companhia. Saudades da barriga, encaixada na minha curvinha das costas, do abraço quente de polvo, das cosquinhas, do peso da coxa em cima das minhas, da respiração no meu cabelo. Saudades de algo que não vai mais existir e que às vezes, mas só às vezes, faz falta e a gente sente saudades. Mas, vai passar. Assim como muitas outras saudades já passaram.